domingo, 22 de outubro de 2017

PortoGranfondo

O último da série Bikeservice !

Desta vez tinha de ser o Grande, para acabar em beleza (e ganhar o pólo do circuito).


A voltinha era esta :

Bem ... o que dizer sobre isto ? Nem sei bem por onde começar ...

Tenho a dizer que o percurso me surpreendeu por vários motivos.
Apesar do inicio ser muito "urbano", como rolavamos em pelotão fez com que fosse suportável (ao contrário do que aconteceu ano passado, já com muito trânsito à mistura).

Chegando à zona de estradas de montanha, havia um misto de paisagens bonitas com imagens desoladoras do flagelo dos incêndios recentes. Uma das imagens que me fica na memória são os mecos de aluminio de marcação da estrada estarem completamente dobrados e derretidos como esparguete ! A juntar ao ainda intenso cheiro a queimado...

A nível de organização e prova, esteve tudo impecável, bons abastecimentos, percurso bem marcado, tudo o que se pode querer (pelo menos do que precisei).

Em relação à minha participação, fui com muitas cautelas para esta prova.
Ouvi boatos que era muito dura, e que apesar da distância ser mais curta do que o habitual, que não devia menosprezar este Granfondo.

Pela minha análise, a prova ia ser boa para mim, não estava calor em demasia, não havia nenhuma "parede" ou parte muito inclinada, pelo que conseguiria dosear o esforço à minha maneira.

E assim fiz desde início, algum cuidado para não passar do limiar, manter as pernas sempre em movimento, ter atenção à cadência, tinha um alarme para me alimentar e lá vamos nós ! O objectivo era chegar bem aos km's finais para conseguir manter a potência no plano.

Consegui cumprir com o plano relativamente bem.
Quebrei um pouco na subida do Pejão, estava com desconforto nas costas, e depois fui com calma na descida para não forçar muito.
Depois de algum tempo lá fui melhorando, aproveitava na descidas leves para me esticar e as costas foram quase ao sítio.
Na subida da "Capela" estava um pouco abaixo do plano, mas estava a subir confortável (enquanto conversava e comia os lanches mistos que me enchiam os bolsos desde o abastecimento) e isso era o mais importante.

A subida final contava com uma rampa "surpresa", mas nada de especial, consegui fazer sentado e sem por o pé no chão.

Na parte final, algum vento de frente mas consegui aproveitar bem e recuperar tempo !
Sentia-me bem a rolar e aproveitei o mais que pude. Infelizmente não consegui apanhar nenhuma "roda", pois quando eu alcançava outros atletas a diferença de ritmos era tão grande, que passava directo...
Mas ainda assim ajudavam-me tipo "cenoura", pois cada vez que eu via uma camisola ao longe, só pensava em aproximar-me.

Com isto, rapidamente chegou a recta da meta ! E aquela sensação de estar todo partido mas feliz :D



Sinto que, óbviamente, não estou no meu melhor, mas sinto-me a progredir e a aprender a treinar e a gerir o esforço em prova cada vez melhor.

O que me deixa muito animado e motivado para continuar nestas "aventuras", e penso que até basta ter uma forma igual ou parecida à do passado recente para fazer bem melhor, e principalmente disfrutar muito mais das provas (e do dia seguinte) !

O melhor está para vir ! :D





domingo, 8 de outubro de 2017

Corrida Fernanda Ribeiro

Ora bem... Voltei a correr !

Começar do zero, e nada melhor que uma corrida à porta de casa para motivar !!

De referir também que a t-shirt de oferta é do melhor que já tive !!
T-shirt da Adidas, design muito simples, tecido excelente, só por isso já valeu a pena.
A juntar a isso a medalha é uma réplica da medalha de ouro olímpico da Fernanda Ribeiro em Atlanta '96.

Bem, não foi começar do zero-zero, que não me custou tanto quanto me lembro da minha primeira corrida, mas acho que isso foi porque entretanto já fui aprendendo a dosear o esforço e não partir à "maluca".

Uma manhã de bastante calor (aí 30 graus ou algo assim) e um percurso com bastante sobe e desce foram bem desafiantes para a minha forma (ou falta dela) física !

O facto do percurso ser de duas voltas não ajudou muito à motivação, pois no fim da primeira volta já estava "satisfeitinho", mas consegui cumprir o objectivo, que era de não levar voltas de avanço dos primeiros !

Excelente como treino e bom para motivar a calçar as sapatilhas !


Não foi o melhor resultado do mundo, mas para mim soube mesmo a ouro !
E com empeno a condizer !



O melhor está para vir.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Skyroad Aldeias do Xisto 2017

Impecável !!!!

Fui a mais uma edição do Skyroad Granfondo Aldeias do Xisto, desta vez com novidades no percurso!
A novidade foi que inverteram a volta, as subidas ficaram descidas, e as descidas subidas.

Isto fez com que logo de início levássemos com uma subida de categoria especial, 20 kms a 4% !

 Esta subida estava presente tanto no grande como no médio, assim como a de 3a categoria seguinte.
Inicialmente ia fazer o percurso do Granfondo, mas no dia "acobardei-me" e virei para o Médio.
Quando me inscrevi, foi numa expectativa/tentativa de me motivar a treinar certinho e a melhorar a condição física para conseguir fazer o percurso maior.
Ainda adiei a decisão para a última, e ia depender de como ia passar as primeiras subidas.
Felizmente passei-as bem, consegui gerir bem o esforço, aguentar tudo sem pôr o pé no chão, a temperatura estava agradável, mas sentia-se um vento contra que adicionava dificuldade às partes mais a rolar.

Vendo o ritmo a que estava a subir, e considerando o vento, o percurso grande ia demorar mais tempo que o planeado, o que só por si já trás complicações. Mais tempo no selim, mais tempo nos pés, mais tempo para gerir alimentação, gerir o psicológico quando estiver triste só e abandonado em último com a pressão do carro vassoura e a pensar que quando chegar já desmontaram a meta ...

Por esses e mais alguns motivos, decidi ir para o MedioFondo, e ainda bem que o fiz !!!
A subida que faltava era bem durinha, mas nesta fase ainda ia num pequeno grupo (que viraram todos para o médiofondo) e ajudava a passar os km's.

A subida estava marcada como 10km a 4,4%, mas na realidade tinha quase 6 km's a mais de 5.5% (o que para mim faz diferença).
Esta subida já começava a custar, mas como sabia que era a última, a motivação estava em altas !!!
Vamos conseguir terminar sem pousar o pé no chão, dizia eu às minhas pernas !!!
As pernas até ouviram, mas a barriga começou a dizer "tenho fome"...

Uma papa de maçã para a enganar e entretanto chega o abastecimento.


Este foi o único abastecimento em que parei. Encher as garrafas, comer uma melancia, e agora é a descer até à meta !!!
Umas ligeiras ondulações pelo caminho, mas praticamente sempre a descer !

Está concluída mais uma prova, pensava eu feliz e contente pelo caminho.

Os últimos km's já não eram em descida, era assim um falso plano, ligeiramente a subir, e a coisa já estava a vapores de combustível... Foi bem esticadinho a nível de esforço, e orgulho-me muito da gestão de consegui fazer.

Cheguei completamente vazio, e olhando para os número do esforço, vi que consegui fazer um "factor de intensidade" de 88% durante 4h45 !!

Tendo em conta que 100% é definido como o esforço máximo de 1 hora ( tipo 1 hora e cair para o lado, é 100% de IF), conseguir esticar para quase 5 horas reduzindo apenas 10% é de ficar orgulhoso!

Isto, a nível de esforço aplicado, a nível de resultados, não é nada de especial, visto que o meu esforço máximo não dá grande coisa de velocidades :D (Só a descer).

De qualquer forma, no dia da prova, só posso controlar o quanto me esforço ! O quanto esse esforço vale em velocidades e afins, é antes da prova na preparação (que não foi grande coisa... dessa parte não me orgulho muito), mas do desempenho no dia, tenho grande orgulho.

Quanto à prova em si, o percurso continua muito bonito, boas estradas, pouco trânsito, muitos participantes.
Mesmo depois do flagelo dos incêndios, poucas eram as paisagens completamente negras, e ainda se encontra muitos verdes.

A temperatura e o dia estiveram excelentes para a prática da modalidade, e felizmente ganhei juízo e fui a um percurso com o nível de dificuldade apenas ligeiramente acima da minha preparação !

Alguns dados :

Distância

99.95 km
Distância

Calorias

2,635 C
Calorias

Ritmo cardíaco

  
147 bpm
RC médio
169 bpm
RC máximo

Temporização

 
4:48:17
Hora
20.8 km/h
Velocidade média
64.4 km/h
Velocidade máxima

Potência

  
153 W
Potência média
998 W
Potência máx.
218 W
Máximo de potência média (20 minutos)
187 W
Normalized Power® (NP®)
0.880
Intensity Factor® (IF®)
370.6
Training Stress Score®

Elevação

1,761 m
Ganho elevação
1,745 m
Perda elevação

Cadência da bicicleta

73 rpm
Cadência média
160 rpm
Cadência Máx.

Temperatura

15.4 °C
Temperatura média
9.0 °C
Temperatura Mín.
25.0 °C
Temperatura Máx.

E agora fotos !

























terça-feira, 18 de julho de 2017

Bragança Granfondo



Bragança Granfondo !!! (fomos ao médio, e ainda assim ...).

Como tem sido habitual cada vez que vou a uma prova, muito calor ...
Pelas 9 da manhã a temperatura estava nuns agradáveis 25 graus, mas rapidamente chegou aos 38 e manteve-se entre os 38 e 40 até final.

Sombras não havia muitas, poranto tiveram que ser bem aproveitadas (ocasionalmente com uma breve pausa para arrefecer).

Todo o percurso foi feito em modo "sobrevivência ao calor", gerindo esforços e o calor, e ainda assim custou, e deu para algumas aventuras.

No primeiro abastecimento enchi os bidons com o "isotónico da casa", um isotónico costuma ser melhor opção que apenas água nestas alturas, pois tem também sais mineirais e afins para ajudar a repor.
Neste caso correu-me mal, o sabor era bastante doce, e rapidamente ficou quente tipo sopa, o que torna ainda mais enjoativo. Em vez de hidratar só me estava a enjoar e a fazer mais sede.
Fiquei algo mal disposto, de maneira a ter de fazer uma paragem atrás de uns arbustos.

Depois disso, ao passar por uma fonte de água na beira de estrada, despejei o isotónico restante (não conseguia beber aquilo...) e troquei por água fresca. Aproveitei para me refrescar, molhar a cabeça, e já deu para continuar mais bem disposto.

A partir daí, continuei só a água, e ocasionalmente a meter uma saqueta de dioralyte para tratar da questão dos sais.

O percurso é bastante bonito, boas estradas, as subidas eram boas e pedaláveis, muito apoio do publico e muitas povoações bonitas.

Uma das mais bonitas é "Puebla de Sanabria", onde estava instalada uma meta volante e uma surpresa... uma rampa de paralelos.


Aqui na entrada da rampa, não se vê bem na foto, mas é bem inclinada mesmo a pé, pois no cimo é o castelo. (Também muito bonito).

Esta "puebla" deixa vontade de voltar para um passeio, principalmente para as degustações e petiscos em esplanadas. (Vontade não faltou de experimentar as explanadas já neste dia, mas não tinha levado dinheiro ... :( )

Depois de Sanabria (ao km 56 para quem quiser seguir no perfil em cima), faltava apenas o resto da subida até Pedralba de la Praderia para começar a descer quase até à meta.
A temperatura mantinha-se sempre perto dos 40 graus, pelo que as poucas sombras eram aproveitadas para arrefecer o motor.
Numa destas pequenas pausas, fomos surpreendidos e ultrapassados pelo carro vassoura !!!
Pensávamos ter alguma distância para o último, mas fruto de uma desistência em massa de quem vinha atrás de nós, estávamos agora no fim da prova, e debaixo de um castanheiro o carro vassoura não nos viu, logo, passou e andou.
Começou de imediato a perseguição, antes que retirassem a sinalética da prova, e fugissem os abastecimentos :D
Estando já na descida (o castanheiro estava no fim da ultima subida) rapidamente chegamos e ultrapassamos o carro, até porque entretanto já se tinha colado na traseira de mais um atleta da cauda do pelotão.
Durante a perseguição, mais uma aventura, enquanto descia a 83 km/h fui picado por uma abelha...
Não é das coisas mais agradáveis de acontecer.

Daqui até final, foi quase sempre em terreno ondulado, maioritariamente a descer, com uma zona de plano ou ligeira subida quase até final, onde havia uma subida ligeira de 3km até Bragança.
O maior adversário era sem dúvida o calor.




O apoio do público foi sempre muito e bom ! Chegando a Bragança tudo muito bem organizado, e os cruzamentos e rotundas ainda contavam com ajuda da polícia e apoio do público.

Na meta muito apoio e aplausos também !

Esta foi uma prova que apreciei e me diverti mesmo muito. Gostava de a voltar a fazer, mas com uma temperatura mais normal, e possivelmente aproveitar para ficar o fim de semana na zona e começar melhor as aldeias.


segunda-feira, 19 de junho de 2017

GeresGrafondo - Quase que dava ...

Mais uma tentativa ao Gerês Granfondo. Desta vez tinha feito uma pequena aposta motivacional com um colega, que quem chegasse depois pagava uma francesinha.

Ganhei ! Foi o ponto positivo, nunca tinha ganho nenhum prémio com o desporto, para além de empenos e um mealheiro de porquinho preto.

Mais uma prova em que a temperatura sobe para números exagerados... Deve ser uma maldição que tenho.

Em resumo, não estava lá muito preparado para a prova, com temperaturas de 37 graus, pior ficou, e continuo com alguns problemas de ajustes na bicicleta, principalmente a nível dos pés (o que acho que depois me desajusta tudo por arrasto .. ).

O resultado foi que o meu "adversário" parece que estava ainda menos preparado e desistiu, portanto ganhei por KO.
Quando fiquei a saber disto, e estando já a sofrer um pouco, e com os pés a ficar massacrados, fiquei no abastecimento à espera do meu colega, que vinha no autocarro vassoura (que tinha A/C).

Tinha feito quase a totalidade das subidas, estando a faltar "apenas" os muros Cadão e Oakley, que sendo curtos, são de inclinação de caminhar.
Não tendo motivação, e já desgastado com o calor a vários níveis, achei prudente ir para o autocarro, e não fazer as "figurinhas" que vimos fazer por quem foi mais teimoso que eu e insistia em continuar apesar de não dar mais ...

Claro que é um sentimento amargo o de abandonar, mas a saúde está primeiro, e não vale a pena forçar para estragar, principalmente quando vamos para nos divertir.
A partir do momento em que deixamos de nos divertir e passa a ser só sofrer, temos que ponderar se é um sofrer "bom" de esforço e superação, ou se é um sofrer de estar a estragar tudo, piorar a saúde, e que nos pode lesionar e afastar durante bastante tempo daquilo que gostamos de fazer.
(E a francesinha já estava ganha).

Em relação à prova, muito bem organizada, percurso muito bonito !
Com o acrescento da Serra da Cabreira logo de início, ficou um começo de prova bem agressivo, o que torna toda a prova mais dura, pois o desgaste vem logo desde o começo.
Nota menos positiva, foi que deixaram de entregar os dorsais no fim de semana anterior noutros locais, o que obriga quem vai no dia a ir bem mais cedo, pois ainda tem que levantar o dorsal.



Agora é preparar e ponderar Bragança...
Vou já contar com a maldição do calor, e ver se consigo aumentar a forma, senão desvio para o percurso do mediofondo (que já é bem durinho).

terça-feira, 9 de maio de 2017

DourogranFORNO

Ufa !!! Que calor !

Este domingo foi dia da Mãe e de DouroGranfondo...
(Um beijinho para todas as mães).

Em relação ao Douro ... que calor ... estava a ver que os pneus derretiam ! Alcatrão a 40º e sei lá quê.

Fui ao percurso denominado MédioFondo ( 110km com 2000m d+), como parte da estratégia de ir aumentando os desafios gradualmente.
E que desafio ... então a juntar o calor... foi uma marretada daquelas !

Havia uma parte denominada o "Muro Cadão", que era bastante duro, muito inclinado, 3km's quase a 10% e coisas assim, o que não aparecia no livrinho, é que depois do muro, continuava-se a subir outros tantos km's e com inclinações que se não eram iguais, pela marretada pareciam até piores !
A juntar a isto chegar lá no pico de calor, foi um bom treininho.

Em termos gerais, a participação foi boa, o pessoal bem disposto e simpático à conversa, os abastecimentos estavam bem "abastecidos" e a água mantida fresquinha. Se calhar com este calor, podia ter mais um ou dois pontos de água para quem vai mais lento e demora mais a chegar entre postos, mas não se pode ter tudo.

A paisagem é bonita, e é sempre algo fantástico participar numa coisa destas e pedalar em grupo.
Todos felizes e contentes em S. João da Pesqueira, primeira subida estava feita.


 Aqui no chamado "Muro" a coisa já não ía tão fácil ...

 Está tudo dito!
Ultimo pico, no tabuaço. Que tosta ...
(ainda não encontrei as fotos na meta, mas depois actualizo)

E está feito !

Espero que na próxima não esteja tanto calor, e serviu de um bom teste à marreta...

Continuo com problemas nos pés com o calor, não sei se incham, se é uma mistura de várias coisas, mas com calor, depois da barreira das 3h, 3h30, fico com umas dores nos pés, que não consigo pedalar mais ...
Terminei descalço a pedalar por cima dos sapatos, mas de resto sem qualquer problema nos outros pontos de contacto. 
É só afinar mais este pormenorzinho e o conforto deve ficar impecável !