terça-feira, 2 de julho de 2013

Maia - Santiago de Compostela

Repto terminado por todos e em excelentes condições !!!


A saída foi pouco depois das 6, tal como combinado.

Tudo a postos, e lá começa a peregrinação na fase de juntar os peregrinos, 3 saindo da Maia, e os outros 2 sendo colecionados pelo caminho.

De manhã cedo a temperatura era boa, pouco transito, pouco vento o que nos fez chegar rapidamente a Esposende para nos juntarmos com o Filipe.

Sem ponto de encontro especifico definido, correu muito bem, fomos andando e quando tirei o telemóvel para lhe ligar, ele apareceu, nem foi preciso gastar a chamada.

Continuamos até Viana, para nos juntarmos ao ultimo elemento.

Episódio igual, atravessamos a ponte, encostamos, tiro o telemóvel e ... aí que aparece o Ricardo, mesmo antes de a chamada sair.

Rapidamente retomamos o caminho, o vento começou a aumentar, e na parte de Viana até Caminha apareceu algum desnível, mas ainda assim achamos que conseguíamos chegar a Caminha antes das 10h, tempo a que saía o primeiro ferry!

Tentamos acelerar um pouco e deu frutos, chegamos a 1 minuto do barco partir. Estava tudo a correr bem.

Nesta altura já levava 83km's nas pernas, e até aqui em bom ritmo, a verdade é que me sentia bem. Bem disposto, atento, confortável e com força nas pernas que parecia não acabar.



A travessia é rápida e muito bonita ! Aproveitamos a pausa para casa de banho e abastecimento.


 Já do outro lado, carimbamos os passaportes do peregrino, compramos água, e continuamos pelo "Caminho Português da Costa".

 Apesar do termómetro indicar já temperaturas bastante altas, a verdade é que o facto de irmos a rolar sempre perto do mar, trazia uma brisa fresca. Isso a juntar ao facto de a estrada de A Guarda -> Baiona -> Vigo ter bastante sombra estava a proporcionar condições ideais !

Além disso continuava-me a sentir muito bem, a manter o plano de beber e comer regularmente, e não parecia estar a acusar o desgaste.
Já tinha passado o meu anterior máximo de distância, e sentia-me como que acabado de sair de casa.



A chegada a Vigo veio mudar um pouco as coisas, estava um calor infernal, e a brisa já não se fazia sentir, pouca sombra, e uma cidade confusa de atravessar.
Acabamos por passar algum tempo dentro de um supermercado, porque tinha AC e estava fresquinho, e só conseguia pensar em comer uma sandes de presunto !! ( Acabou por ir mais uma mini-pizza, um pão com chouriço, um prato de massa ... )

O grupo tinha-se separado devido a um furo do Bruno, e acabamos por nos desencontrar, visto que não conhecíamos bem a cidade, o ponto de encontro seria a zona marginal, que esperávamos fosse fácil de encontrar.
No meio de acontecimentos surrealistas e inexplicáveis, o Bruno tornou a furar, desta feita rebentando a câmara de ar nova... tentamos o remendo na anteriormente furada e ... a válvula parte a encher ... aparentemente o pneu estava cheio.
Uns minutos depois, pneu vazio do Pedro, nova pausa para dar à bomba, e 15 minutos depois, a válvula partida do Bruno dá de si, e nova paragem.
Com isto foi-se a última câmara de ar e a cola...



 Nova paragem para reparações, e aproveitar para abastecer.

É de referir que há algum efeito estranho que faz com que o Bruno tenha 5 ou 6 furos sempre que vamos andar de bicicleta, ele diz que é só comigo que acontece, eu não posso confirmar, porque motivos óbvios ... Quando não vou, não sei o que se passa !

No meio destes acontecimentos, acabamos por demorar quase 4 horas para atravessar Vigo.
Apesar de não ser muito mau, visto que estávamos na pior hora de calor, e estava infernal, a coisa começava-se a complicar se queríamos chegar ainda com a luz do dia.


De novo a caminho, prosseguimos viagem pela estrada N-550, onde o Caminho da Costa, se junta com o Caminho Central, aqui acabou-se a brisa marítima, e o calor começou a fazer-se notar, o desgaste era maior, as garrafas de água esvaziavam-se mais depressa, a estrada não era plana.

Mais paragem menos paragem, conseguimos chegar a Pontevedra.
Faltava pouco mais de 60kms !!! Entravamos na fase final.

Apesar de já estarmos perto do fim da tarde, o termometro marcava 41 graus à sombra... 


Uma fonte "mágica" serviu de brincadeira, refresco e entretenimento.

 
 

 À saída de Pontevedra, o caminho contava com as subidas mais complicadas, duas delas podem ser consideradas subidas de montanha de 4ª categoria, no entanto eu continuava-me a sentir bem e cheio de força, pelo que me separei um pouco do grupo e tomei a dianteira.

Em Pontevedra, comuniquei com a MQT que já se encontrava em Santiago à espera, portanto também queria chegar o mais rápido possível, pois anoitecia rápido, e sem luzes e com a descida rápida da temperatura, queria MESMO chegar.

Numa subida mais íngreme comecei a abrandar, e sem mudanças curtas à moda das bicicletas de montanha, restava ou aguentar em esforço, ou em alternativa acelerar. Não sabia como iria reagir com o acumular dos km's, mas aqui vai disto, tiro o rabo do selim e sinto-me bem, aliás, melhor do que sentado que a mudança de posição obrigava a usar outros músculos que estavam mais frescos.

A partir daí foi sempre a puxar, os 60km de Pontevedra a Santiago, foram sempre a puxar, apenas uma paragem breve numa área de serviço para abastecer de líquidos, comer tudo o que sobrava na camisola, e dar o litro até final.

Aqui a estrada subia, subia, subia, subia ... apareceram uns viadutos que subiam, subiam subia, intercalados com umas pequenas descidas para nova subida.

Foi praticamente sempre a subir até ao final... A noite chegou estava ainda a 10km de Santiago, e com isto senti algum frio, e preocupação, pois a estrada não era amiga de ciclistas não iluminados.

Liguei o pequeno led traseiro, e continuei a subir.

Avistada a placa de Santiago !!!! Tinha chegado à cidade, mas ainda faltava encontrar a Catedral...

Como não podia deixar de ser, era a SUBIR até lá !
Seguir indicações para o centro da cidade, cuidado mais que extra nas rotundas, perguntar algumas vezes e ....

 CHEGUEI !!!!

 


Concluídos o trajecto Maia-Santiago em um dia, e que dia ...

Pouco depois chegaram mais dois companheiros, que tinham tido também um furo, e alguns minutos depois tornava-se a reunir o grupo.
Grupo que entretanto ganhou mais elemento com um senhor polaco que apanharam pelo caminho.


Apesar de uns pequenos percalços com furos, mas facilmente resolvidos, tudo correu de acordo com o plano. Chegamos mais tarde que o previsto, mas a pausa na hora de calor intenso foi maior, quer por força dos já mencionados furos, quer porque estava MESMO calor !!

Em resumo, um passeio PERFEITO !

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O caminho.

230km, temperatura máxima prevista de 31º à sombra.

Deve chegar ...
Parece conversa repetida, mas acho que é o desafio mais longo em que me envolvi até ao momento, desta feita em pequeno grupo. 
Espero mesmo que todos cheguemos ao fim em boas condições, mas se alguém tiver que abandonar, espero que não seja eu :D

terça-feira, 25 de junho de 2013

Mais uma voltinha ....

Mais uma voltinha para ganhar km's.

Cada vez me sinto mais confiante e confortável na bicicleta, começo-me a recordar das coisas !
Até já consegui tirar o rabo do selim para ajudar nalgumas subidas.

Depois da questão da corrente, queria dar uma volta a ver se a minha reparação aguentava e como tinha ficado de afinação. Desta vez levei ferramentas para alguma coisa que fosse preciso ajustar pelo caminho.

Muito melhor, menos ruído, menos perdas mecânicas, tudo a rolar muito melhor, nada como dedicar alguma atenção aos pormenores mecânicos !
Admito que estava com algum receio, visto que a bicicleta tinha sido preparada por um profissional ... Mas já há algum tempo, e as afinações são precisas com frequência.
Além disso, já diziam os antigos, se queres alguma coisa bem feita, fá-la tu mesmo.


Hoje estava menos vento, ainda assim experimentei uma alternativa à N13, tem mais sobe e desce, mas pode ser um passeio interessante, parece ter menos transito e um pouco mais abrigada do vento.

O final de tarde estava excelente, pouco trânsito, temperatura quentinha, e a bicicleta a rolar bem, e até ver sem problemas.


Entretanto recebi os autocolantes prozões, mas não coloquei para não ficar tarde, próxima vez já mostro como fica.

Aqui fica a voltinha, ainda deu para rolar bem. Média de 27km/h, o que para mim é muito bom !!!


domingo, 23 de junho de 2013

Continuação do regresso e o mistério do pino escorregadio.

Continuando o regresso, mais uns km's pela N13 em jeito tranquilo. Desta vez AINDA com mais vento...
Estou a ver que facilmente a coisa se pode complicar caso o vento decida acompanhar-nos...

Em relação ao treino do dia, para abrir apetite para as sardinhas, começou benzinho, com o vento a estorvar um bocado, mas pronto, faz parte.
Ao passar Vila do Conde e a Póvoa um trânsito infernal ... Ainda tentei um desvio, mas só ganhei ter que passar por paralelos e quase perder-me.

Aqui o percalço, ao passar uma rotunda, aceleração rápida para me desviar dos carros e afins prendeu-me a pedaleira, tipo, bloqueou mesmo... ups ! Pedala para trás, para a frente, e lá se resolveu ... ok ... episódio estranho ....
Passado não muito tempo, ao mudar de velocidade, torna a prender ... agora sem susto ... encosto, espreito, e ... parece estar tudo bem ... estranho.

À terceira foi de vez, já com alguns ruídos a sair da corrente, tornou a prender, agora percebo porquê ! Um dos pinos soltou-se !!! O que fazia a corrente prender em algumas velocidades.


Já me tinha acontecido partir correntes, mas pinos a sair é novidade, e esta tinha sido instalada por um profissional daqueles à séria, portanto sei que não foi asneira minha no bricolage...
Bem, pensando melhor, se o pino saísse completamente, eu ia achar só que partiu, e nem sabia como nem porquê ...
Tentei reparar na beira da estrada, mas não tinha ferramentas ... afinal tudo estava a funcionar bem e era uma volta tranquila, achava eu (agora acho que nunca mais saio de casa sem aquilo...).
Pondero chamar o carro vassoura, mas atravessar aquele trânsito todo ...
Bem, tentei prender o melhor que consegui com as mãos, e seguir sempre na roda pedaleira de fora, assim o pino não prendia em nada.
Basicamente escolher uma mudança e ir assim até casa (ou o mais perto que conseguisse), ao virar para trás, desapareceu o vento de frente, o que ajuda e de que maneira.
Cada vez que olhava para baixo via aquele pino torto a passar e só pensava quando mais iria aguentar ... Mas a verdade é que chegou até casa !


Já com a ferramenta, tentei tornar a prender o pino, e pareceu-me que fixou bem (pelo menos tive que fazer força para ele entrar e fez o click habitual) mas continuo sem saber como nem porquê que ele saiu, mas ao menos já tenho corrente nova a postos caso o mistério decida voltar a atacar.





Já que estava às compras para a corrente, aproveitei para acrescentar um porta-bidões e duplicar assim a capacidade do depósito !


Não é para me gabar, mas até ficou bem bonito :)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O regresso da bicicleta !

Hoje foi dia de voltar à estrada em duas rodas.
Quis aproveitar que estava sol, coisa rara nos últimos tempos, para ver se ainda sei andar de bicicleta, e começar a afinar equipamento e pormenores para a peregrinação.

De manhã tinha ido correr (treino rápido 9k, com direito a recorde de média 14.1 km/h wohooo) mas achei que ainda tinha pernas para umas voltinhas tranquilas para afinação do material.

Encher pneus, centrar rodas, colocar o conta-quilometros, experimentar as sapatilhas, ver se os encaixes estão na posição correcta... tudo ok, bora lá !



Começa e ... o conta-quilometros está todo desconfigurado, já não me lembrava que tinha feito um update qualquer ao bixo, e estava com as definições de fábrica, e não com a informação como estava habituado...
Batimentos cardíacos, espero que os esteja a registar, porque não os vejo em lado nenhum.


Bem, ao menos o relógio acertou pelo GPS, portanto sei que horas são, siga !

As pernas funcionam, ainda me consigo equilibrar, está a correr bem !
Chego à N13 e está uma ventania daquelas tipo... sei lá... dia de praia na póvoa, uma nortada descomunal, que fazia com que mesmo as descidas custassem ...
Ao menos no regresso tenho o vento pelas costas, era o pensamento que me animava.

Na bicicleta já era normal eu demorar bastante tempo a aquecer, hoje não foi excepção, juntando a isso o desgaste da corrida matinal, afinal não tinha tantas pernas quanto pensei... mas para um ritmo tranquilo ia chegando.
Mudanças tudo ok, posição ok, sapatilhas novas, confirma-se o que diz no papel, ao fim de meia hora o couro italiano (mariquisses ...) toma a forma do pé, e necessitaria de ajuste, ao menos confirma-se que são largas, não me devem dar problemas ! Até devo precisar de umas meias mais grossinhas.
(Também se confirma que as palmilhas são uma bosta, como diziam as opiniões de pessoal na net).



Bem, se as descidas custavam com o vento, as subidinhas, ai jasus ... no meio disto "PLIP" volta automática.
Voltas automáticas a cada 8.05km ... 8.05 ???? Que raio de pre-definição é esta ???
Depois pensei ... em milhas deve fazer sentido, parece que dá 5 :D

Pronto, o plano era fazer aí uns 20km, chegar ainda com luz a casa, portanto, primeira rotunda depois de passar a marca dos 10k, dar a voltinha completa.

O caminho inverso correu bem melhor, o vento não ficou bem pelas costas, que estava meio de lado, mas ao menos não estorvava, portanto... andamento !!

1/10 do caminho para Santiago concluído, média ligeiramente abaixo dos 25 km/h ...
Só falta aguentar o ritmo outras 9 partes...

Quando descarreguei o treino, vi que de batimentos estava bem, era mesmo só desgaste das pernas, portanto no fim de semana vou tentar fazer outro treino a ver que tal se portam as pernas.
Vi também que a precisão do GPS de bicicleta é a léguas dos reloginhos de corrida, e ainda regista a altitude barométrica, temperatura, e toda a informação de cadência e potência (se eu tivesse colocado o sensor que está na bicicleta que tenho montada no rolo de treino).

Em relação ao equipamento, nada a apontar ! Não tenho desculpas.

 

Inov-8 Raceshell 220

A procura por um impermeável de corrida decente já era algo longa... E digamos que esta primavera molhada ajudou a intensificar a procura.

Até ao momento tinha feito duas tentativas, um da Decathlon que apesar de ser respirável, não é de todo impermeável, ou seja, até se aguenta num chuvisco, mas mais que isso fica encharcado, e um da Sportzone que é de facto impermeável, mas parece que vamos com um saco plástico vestido, portanto fico mais molhado com a transpiração do que se fosse a correr sem ele ...
(Tenho um casaco de corrida da Salomon que é bastante confortável, mas é apenas corta-vento, nem tenta ser impermeável, embora ainda assim seja melhor que o Kalenji...)

No meio das procuras encontrei o que parece ser o santo graal dos casacos de corrida !


Coincidência ou não, também é da Inov-8, o cuidado no desenvolvimento e alta qualidade de materiais e acabamentos dos produtos desta pequena empresa britânica agrada-me.

Quanto ao casaco, simplesmente funciona !
É completamente impermeável (20.000 coisos), e na prática a água escorre por ele fora, não encharca e já experimentei quando estava a cair à séria !!
É muito leve, não se assa lá dentro, mas também não tive frio ...

Na terminação das mangas tem uma espécie de luvas para prender os polegares para as mangas não subirem (também se pode usar na bicicleta !)

O carapuço ... bem ... é um carapuço, funciona melhor se levarmos um boné ou algo com pala por baixo, senão a visão fica obstruída.

Como feature, dobra-se no seu próprio bolso, e a bolsinha resultante tem uns elásticos para se poder levar à cintura.

Leva o carimbo de altamente recomendado !

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Inov8 road-x 233

Fiquei eu tão maravilhado com as Roclite 295 que levei à Geira, que como estava a reformar 2 pares de Asics fui procurar o que inov-8 oferece para uso em estrada.

Dei de caras com as Road-X 233, anunciadas como "racing flats" para longas distância, drop ao estimo minimalista de 6mm, e a forma do pézinho que os meus pés tanto gostam, com espaço para os dedos e sem terminar em "torpedo" como na maioria das marcas.




A sola tem uns relevos estranhos, com uma parte em borracha transparente a mostrar a "fascia band" que é marca registada da inov8, e também usada nas Roclite que tanto gostei.

http://www.inov-8.com/new/global/Product-View-RoadX-233-Silver-Lime.html

Até ao momento usei-as em alguns treinos 5k, 9k rapido, Urban-night trail (15k de escadas e paralelos), 17k.

A minha opinião é que são excelentes, mas requerem alguma preparação.



No Urban Trail quase que me arrependi um pouco, pois com o impacto a descer escadas, e todo o trajecto em pedra e paralelos, senti-os bem nos pés devido à sola fina e amortecimento reduzido (o amortecimento das road-x resume-se ao da palminha, a sola é borracha, não tem "gel" nem "espuma" nem "wave" nem nada disso).

Além do amortecimento mínimo, o drop de 6mm faz com que tenhamos uma passada mais natural, e com mais sensibilidade da mesma, acho excelentes para nos obrigar a ter uma técnica mais apurada.

Em resumo, forma natural a seguir o formato do pé, que dão na minha opinião um calçar muito ajustado e confortável, sola com aderência quase comparável a uns pés de gato, muito boa flexibilidade, leves, e a promover a passada neutra.
Ideias para treinos mais rápidos, para fortalecimento de gémeos e melhorar técnica.
Para os mais aptos parecem-me boa escolha para usar em provas.


Mais importante que isso tudo, o símbolo da marca é um pé, para usar nos pés, e estavam com 60% de desconto !