sexta-feira, 21 de junho de 2013

O regresso da bicicleta !

Hoje foi dia de voltar à estrada em duas rodas.
Quis aproveitar que estava sol, coisa rara nos últimos tempos, para ver se ainda sei andar de bicicleta, e começar a afinar equipamento e pormenores para a peregrinação.

De manhã tinha ido correr (treino rápido 9k, com direito a recorde de média 14.1 km/h wohooo) mas achei que ainda tinha pernas para umas voltinhas tranquilas para afinação do material.

Encher pneus, centrar rodas, colocar o conta-quilometros, experimentar as sapatilhas, ver se os encaixes estão na posição correcta... tudo ok, bora lá !



Começa e ... o conta-quilometros está todo desconfigurado, já não me lembrava que tinha feito um update qualquer ao bixo, e estava com as definições de fábrica, e não com a informação como estava habituado...
Batimentos cardíacos, espero que os esteja a registar, porque não os vejo em lado nenhum.


Bem, ao menos o relógio acertou pelo GPS, portanto sei que horas são, siga !

As pernas funcionam, ainda me consigo equilibrar, está a correr bem !
Chego à N13 e está uma ventania daquelas tipo... sei lá... dia de praia na póvoa, uma nortada descomunal, que fazia com que mesmo as descidas custassem ...
Ao menos no regresso tenho o vento pelas costas, era o pensamento que me animava.

Na bicicleta já era normal eu demorar bastante tempo a aquecer, hoje não foi excepção, juntando a isso o desgaste da corrida matinal, afinal não tinha tantas pernas quanto pensei... mas para um ritmo tranquilo ia chegando.
Mudanças tudo ok, posição ok, sapatilhas novas, confirma-se o que diz no papel, ao fim de meia hora o couro italiano (mariquisses ...) toma a forma do pé, e necessitaria de ajuste, ao menos confirma-se que são largas, não me devem dar problemas ! Até devo precisar de umas meias mais grossinhas.
(Também se confirma que as palmilhas são uma bosta, como diziam as opiniões de pessoal na net).



Bem, se as descidas custavam com o vento, as subidinhas, ai jasus ... no meio disto "PLIP" volta automática.
Voltas automáticas a cada 8.05km ... 8.05 ???? Que raio de pre-definição é esta ???
Depois pensei ... em milhas deve fazer sentido, parece que dá 5 :D

Pronto, o plano era fazer aí uns 20km, chegar ainda com luz a casa, portanto, primeira rotunda depois de passar a marca dos 10k, dar a voltinha completa.

O caminho inverso correu bem melhor, o vento não ficou bem pelas costas, que estava meio de lado, mas ao menos não estorvava, portanto... andamento !!

1/10 do caminho para Santiago concluído, média ligeiramente abaixo dos 25 km/h ...
Só falta aguentar o ritmo outras 9 partes...

Quando descarreguei o treino, vi que de batimentos estava bem, era mesmo só desgaste das pernas, portanto no fim de semana vou tentar fazer outro treino a ver que tal se portam as pernas.
Vi também que a precisão do GPS de bicicleta é a léguas dos reloginhos de corrida, e ainda regista a altitude barométrica, temperatura, e toda a informação de cadência e potência (se eu tivesse colocado o sensor que está na bicicleta que tenho montada no rolo de treino).

Em relação ao equipamento, nada a apontar ! Não tenho desculpas.

 

Inov-8 Raceshell 220

A procura por um impermeável de corrida decente já era algo longa... E digamos que esta primavera molhada ajudou a intensificar a procura.

Até ao momento tinha feito duas tentativas, um da Decathlon que apesar de ser respirável, não é de todo impermeável, ou seja, até se aguenta num chuvisco, mas mais que isso fica encharcado, e um da Sportzone que é de facto impermeável, mas parece que vamos com um saco plástico vestido, portanto fico mais molhado com a transpiração do que se fosse a correr sem ele ...
(Tenho um casaco de corrida da Salomon que é bastante confortável, mas é apenas corta-vento, nem tenta ser impermeável, embora ainda assim seja melhor que o Kalenji...)

No meio das procuras encontrei o que parece ser o santo graal dos casacos de corrida !


Coincidência ou não, também é da Inov-8, o cuidado no desenvolvimento e alta qualidade de materiais e acabamentos dos produtos desta pequena empresa britânica agrada-me.

Quanto ao casaco, simplesmente funciona !
É completamente impermeável (20.000 coisos), e na prática a água escorre por ele fora, não encharca e já experimentei quando estava a cair à séria !!
É muito leve, não se assa lá dentro, mas também não tive frio ...

Na terminação das mangas tem uma espécie de luvas para prender os polegares para as mangas não subirem (também se pode usar na bicicleta !)

O carapuço ... bem ... é um carapuço, funciona melhor se levarmos um boné ou algo com pala por baixo, senão a visão fica obstruída.

Como feature, dobra-se no seu próprio bolso, e a bolsinha resultante tem uns elásticos para se poder levar à cintura.

Leva o carimbo de altamente recomendado !

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Inov8 road-x 233

Fiquei eu tão maravilhado com as Roclite 295 que levei à Geira, que como estava a reformar 2 pares de Asics fui procurar o que inov-8 oferece para uso em estrada.

Dei de caras com as Road-X 233, anunciadas como "racing flats" para longas distância, drop ao estimo minimalista de 6mm, e a forma do pézinho que os meus pés tanto gostam, com espaço para os dedos e sem terminar em "torpedo" como na maioria das marcas.




A sola tem uns relevos estranhos, com uma parte em borracha transparente a mostrar a "fascia band" que é marca registada da inov8, e também usada nas Roclite que tanto gostei.

http://www.inov-8.com/new/global/Product-View-RoadX-233-Silver-Lime.html

Até ao momento usei-as em alguns treinos 5k, 9k rapido, Urban-night trail (15k de escadas e paralelos), 17k.

A minha opinião é que são excelentes, mas requerem alguma preparação.



No Urban Trail quase que me arrependi um pouco, pois com o impacto a descer escadas, e todo o trajecto em pedra e paralelos, senti-os bem nos pés devido à sola fina e amortecimento reduzido (o amortecimento das road-x resume-se ao da palminha, a sola é borracha, não tem "gel" nem "espuma" nem "wave" nem nada disso).

Além do amortecimento mínimo, o drop de 6mm faz com que tenhamos uma passada mais natural, e com mais sensibilidade da mesma, acho excelentes para nos obrigar a ter uma técnica mais apurada.

Em resumo, forma natural a seguir o formato do pé, que dão na minha opinião um calçar muito ajustado e confortável, sola com aderência quase comparável a uns pés de gato, muito boa flexibilidade, leves, e a promover a passada neutra.
Ideias para treinos mais rápidos, para fortalecimento de gémeos e melhorar técnica.
Para os mais aptos parecem-me boa escolha para usar em provas.


Mais importante que isso tudo, o símbolo da marca é um pé, para usar nos pés, e estavam com 60% de desconto !

sábado, 15 de junho de 2013

Caminho para Santiago

O tempo parece melhorar, e com isto começa a época das peregrinações.

Isto é algo que já vinha de há algum tempo, de um dia ir a pedalar até Santiago de Compostela.

Fruto das vidas e preferências de cada um, lá se conseguiu reunir um grupo que para já parece estar motivado a fazer a viagem de seguida, parando apenas para abastecer.

O plano é concluir os cerca de 232km entre o nascer e o pôr do sol do mesmo dia, que será um sábado, encontrando-nos lá com as MQT's de cada um.
Desta maneira podemos aproveitar o domingo para passear um pouco por lá (empenados) e depois fazer o regresso.

Não faço a menor ideia se tenho preparação suficiente para isto, visto que tenho andado pouco de bicicleta, mas não sei porquê (confiança ou só inconsciência) acho que será tranquilito.


Caso não seja possível chegar ao destino, ao cair do sol chamamos o carro vassoura, e numa próxima tentamos melhorar a marca.


A data prevista para a saída é 29 de Junho 06:00 AM, e a entrada é livre, ou seja, quem nos quiser acompanhar é só dizer algo !

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Cenas dos próximos capítulos

Esta ultima semana andei um pouco engripado, por isso os treinos foram menos, e a recuperação mais lenta, o que deixa sempre alguma sensação de desânimo.

Tentei combater isso alinhando o plano de treino, e desenhar um calendário de provas e objectivos para o resto do ano.

Como é mais ou menos publico, se há coisa que me desagrada são desculpas esfarrapadas, síndrome do coitadinho, do mentiroso compulsivo, e de começar com justificações parvas para a eventualidade de fracassar.
Eu tento preparar-me da melhor maneira para todas provas e desafios e dou o litro por isso. Se estiver mal preparado é culpa minha e há que melhorar, não gabar-me por isso.
Se falhar nalgum objectivo, há que aprender com isso e melhorar.
Falhar até pode ser bom sinal, é sinal que os objectivos são ambiciosos, e há sempre algo a aprender quando se falha, quando se é bem sucedido há a comemorar, mas não a aprender.
Posto isto, se é algo que me me desagrada, em auto-análise penso ... porque não colocar objectivos a nível de velocidade ?

É algo em que tenho muito a melhorar, e ajudaria muito nas provas mais longas, quer pelo aumento de conforto a velocidades mais baixas, como a reduzir o tempo em prova, que por si só também é desgastante.

É arriscado, é muito fácil falhar um objectivo de tempo, e gera cuidados acrescidos com lesões, que
isto de correr à maluca geralmente acaba mal, mas tudo junto até parece formar algo interessante.
Em relação a lesões, tenho andado a aprender a ser auto-fisioterapeuta e maneiras de prevenir problemas.



Chegando à parte que interessa, o que há a almejar até ao fim do ano:

1 - Maia -> Santiago de Compostela non-stop (excepção para abastecimentos) bicicleta.
2 - Terminar o ano com 4 ULTRA-maratonas concluídas.
3 - Maratona em menos de 3h45.
4 - Meia-Maratona em menos de 1h45
5 - Repetir o desafio "S.Silvestres" tentando realizar mais umas quantas consecutivas.


Alguns pensamentos :

1 - Não tenho andado muito de bicicleta, mas acredito que sou capaz, se não chegar, tomo nota de até onde cheguei e há tentar melhorar !


2 - O Ultra-trilhos do Paleozoico e Ultra-Trail da Geira Romana já estão, falta o Ultra-Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos, e talvez o UTAM para fechar em grande.
De qualquer maneira em 2012 completei 2 maratonas, mesmo fechando 2013 "só" com 2 ULTRA, já é evolução.

3 - Ano passado o tempo a atingir eram as 4h, algo que não consegui. Mesmo assim, vou tentar ser ambicioso.

4 - Isto faz parte do treino para o objectivo 3, portanto, fica escrito só porque sim...
Há também a referir que vou tentar fazer 3 meias-maratonas em semanas quase consecutivas (Porto, Guimarães e Ovar), portanto oportunidades não vão faltar para este tempo !

5 - Isto depende sempre dos calendários das provas e de como estão as pernas nesta altura, mas S. Silvestres são sempre corridas clássicas.

Visto que estou a elevar a fasquia, a intensidade de dedicação de todos os treinos terá de ser elevada, portanto tenho andado a treinar o "olhar assassino" em todos os treinos (Menos nos de recuperação, ou em aulas de grupo).
De qualquer maneira, para obter resultados que nunca obtive, tenho que treinar como nunca treinei e sair da bolha do conforto.

sábado, 1 de junho de 2013

Porto Night Trail

A causa era nobre, um free running organizado pelo movimento CORRER PARA CRIANÇAS e o LABORATÓRIO DO TRAIL que contou com 220 atletas.
Foi uma excelente forma de terminar o mês de maio, mês do coração e entramos em junho em que no primeiro dia se comemora o dia da criança. Foram angariados 573,81 €

 A ideia era simples, juntar gente para um treino em grupo em jeito de urban trail. O percurso escolhido contava com cerca de 15km, 1475m DA e mais de 2000 degraus !!

Juntou-se um grupo grande de gente, com luzes na cabeça, uns mais de trail, outros mais de estrada, e a ritmo de treino tranquilo (mais tranquilo para uns do que para outros) todos juntos completamos o percurso. Algumas escapatórias foram pensadas ao km4, 8 e 13 onde passamos perto da chegada, de modo a permitir o abandono a quem assim o desejasse.

Em resumo foi um free running muito bonito, muito bem organizado, com lindas vistas nocturnas e passagem por algumas zonas do porto que não me atreveria sozinho.
Muitas escadas, paralelos e empedrado quer a subir quer a descer, o que dá um bom treino para a planta dos pés.

Aqui ficam algumas fotos, cortesia do Tiago Borges que não hesita em acompanhar, desde que a ideia tenha alguma maluqueira. Se há coisa que este tipo de malucos são, é de confiança !













O GPS não gosta muito de ruas estreitíssimas, escadas e pedra, mas fica aqui o track possível.



domingo, 19 de maio de 2013

Ultra Trail da Geira Romana

A história começa em Caldelas, vila termal, onde ficamos a dormir na pensão "Corredoura".
Fomos muito bem recebidos pelo senhor Alexandre, que além dos disponibilizar uma bebida de oferta (bebida esta em que deixou a garrafa para refills) ainda abriu o pequeno-almoço no dia da prova às 5:30 para os atletas que ali pernoitavam.

Nem foi preciso despertador, o pessoal do quarto do lado era madrugador e ás 4:50 já estavam em preparativos para sair. Ainda fiquei um pouco mais na cama, pois já tinha deixado quase tudo preparado na noite anterior. Eram 5:35 estava no salão de pequeno almoço, onde já se encontravam outros atletas.

Enquanto tomávamos o pequeno-almoço dos campeões, pergunta a senhora da pensão :
Sra : De que se trata a vossa prova ? É alguma prova de ciclismo ?
Eu : É uma prova de corrida de montanha.
Sra : E em que consiste a prova ?
Eu : Bem, a ideia é irmos de autocarro até aos Baños em Lobios, e depois voltar a correr.
Sra : Ahhh, e ainda não uns quilometros, não ?
Eu : Sim... São cerca de 53...
Sra : Voltam até AQUI ?!?!??!

No seu ar ainda incrédulo, desejou-nos a todos uma boa prova.

Juntando-me ao grupo do pequeno-almoço, percorrermos os cerca de  400 metros até ao local da partida dos autocarros, onde já se encontravam bastantes atletas. Um autocarro grande acabava de sair, e fomos imediatamente encaminhados para uma carrinha de transporte escolar, daquelas com aí uns 12 lugares. Dentro da carrinha estava o Albino Daniel (Albinix) que é nada mais nada menos que o vencedor do Ultra-Trilhos do Paleozoico (empatado com o Carlos Sá), e mais recentemente vencedor dos 101 Peregrinos (Uma famosa prova de 101km em Espanha).
No autocarro trocavam-se histórias, e comecei a aperceber-me que todos lá (menos eu) já tinham participado em provas de 3 digitos... comecei-me a preocupar ligeiramente.

Chegados a Baños, estava um frio desgraçado, estando a concentração dos atleta ou junto à piscina termal ou no café em frente.



No café encontrei algum pessoal conhecido de vista, pessoal de Valongo, porto-runners, Leões do Veneza, o Luís Pires acabadinho de chegar dos 100km do Ultra-Trail de São Mamede do dia anterior... Em suma, comecei-me a preocupar mais ligeiramente e a pensar : vou ficar em último outra vez !
Não que tenha algum problema em ficar em último, assim como o primeiro, alguém tem de o ser, e estar na mesma prova que aqueles super-homens enchia-me de orgulho a cada segundo que passava.
Este tipo de provas é bastante duro por si só, do primeiro ao último há uma sensação de orgulho enorme, não há vergonha nem desculpas esfarrapadas ou auto-pena, há sim uma sensação enorme de satisfação pessoal.

No pequeno grupo em que fiquei à conversa tinha desde atletas de top 10, a últimos classificados (eu) e o facto de ser possível todos partilharem parvoíces e histórias de provas passadas é algo que me agrada muito neste tipo de provas.


Aproximava-se a hora da partida, checkpoint0 junto do exército romano.



Discurso de César, incluindo briefing sobre as marcações existentes na prova, e umas palavras da representante da Câmara Municipal de Lobios.

Seguem-se uns Avé César, e pomos pés ao caminho. Os primeiros quilómetros são bastante duros, em subida constante de 8km, feita completamente em trilho até à fronteira na Portela do Homem.

Em diversos pontos do trajecto surgia um legionário romano de armadura vestida a incentivar o pessoal.
Apesar deste incentivo sofri bastante nesta parte, fazia parte do meu plano fazer esta subida com muita calma e gestão de esforço, pois o caminho é longo. Mesmo a tentar gerir o esforço tive problemas musculares, não sei se do frio ou resquícios da gripe, sofri bastante das canelas que tardavam em aquecer, mas sempre confiante de que depois de o corpo aquecer a coisa iria ao sítio.


Chegado à fronteira, um abastecimento de líquidos, e regressar à Geira, entravamos agora em descida, e as canelas tinham o merecido descanso.
Comecei-me a sentir melhor, e nas zonas em que o trilho era mais limpo, ou onde apanhávamos o estradão até consegui fazer uns km's mais rápidos.
Apesar das ameaças de chuva, o tempo estava excelente, e as paisagens brutais, foi uma prova que começava agora a desfrutar ao máximo.
A prova estava muito bem organizada, apesar de me ter perdido numa parte em que atravessamos a estrada, estava bem sinalizada, bastantes abastecimentos e muitos socorristas percorriam os trilhos de BTT a acompanhar e ajudar os necessitados, quer por queda ou outro motivo.

Pelo caminho fui telefonando à MQT a indicar da localização e previsão de chegada, e até para informar que um dos abastecimentos, que ficava localizado num museu tinha CASA DE BANHO ! Algo que nunca tinha visto em prova.


A partir aí do quilómetros 40, comecei-me a sentir mais dorido, e comecei a caminhar nas subidas e a entrar em modo de sobrevivência. O tempo que estava a fazer era bom, e tinha margem mais do que suficiente para chegar dentro do tempo limite, portanto havia que gerir de maneira a evitar acidentes e chegar nas melhores condições possíveis, apesar do empeno.

Como não poderia deixar de ser numa organização "Confraria Trotamontes" nos últimos kms fomos brindados com uma parede, quase de alpinismo (ou assim parecia com os kms nas pernas) até ao cimo do monte (cimo mesmo, daqueles onde há antenas e coisas assim) para depois descer abruptamente por entre pedra solta e molhada até ao rio.
O ultimo km, esse sim, percorrido dentro de água, para iniciar a crioterapia.

Na parte final da prova começou a cair uma chuvada daquelas, mas como o final estava próximo já nada me iria desmotivar.
Chegado à parte do rio fui brindado com uma enorme surpresa, apesar da chuva, a MQT marcava presença na margem, faltavam poucos metros...







A chegada, abençoada com muita chuvinha, e mais um pouco de corrida conforme possível até à pensão para fugir ao frio.

Foi sem dúvida a prova onde mais me diverti e mais apreciei a corrida, paisagens brutais, boas sensações, perder-me, não cair, apesar de encontros breves com outros atletas, e com os socorristas em BTT, na grande maioria da prova andei sozinho, ainda assim foram 7h21m de enorme gozo e satisfação pessoal.

A organização foi impecável, e esta é sem dúvida uma prova que gostaria de repetir.

Em relação a equipamento e tralhas, tudo funcionou 5 estrelas.
O garmin apesar das ameaças de bateria fraca aguentou-se até ao fim.
As sapatilhas da INOV-8 agarram-se a tudo, às vezes até demais, pois perdi uma sapatilha num lamaçal e tive que ir descalço recuperá-la. Mesmo em pedra molhada agarram-se bem, o que me permitiu chegar ao fim com 0 quedas.
De resto, a mochila da Salomon continua impecável, e o equipamento de trail da Compressport aprova.
Luvas foi uma grande ideia ! Além de servirem para me aquecer no muito frio inicial, são boa ideia para proteger as mãos enquanto se afastam silvas e vegetações, ou enquanto usamos as mãos para ajudar a trepar por entre pedras e raízes.

Resta agradecer mais uma vez a companhia, apoio, incentivo, fotografias (e molha para as obter) da MQT, sem a qual nada disto teria o mesmo valor.