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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Sunset Trail - São Pedro de Moel

A primeira edição do Sunset Trail mostrou uma excelente organização por parte dos Offtel runners !

Apenas um ligeiro atraso na partida, e problemas com a água no primeiro abastecimento, que era comum com a caminhada, para o meu caso não fez qualquer diferença pois ainda tinha a mochila bem cheia nessa altura.

De resto, um percurso muito bem marcado, com fitas aí de 2 em 2 metros, e algumas placas "motivadoras" pelo caminho.
A destacar também o abastecimento "secreto" com a geleira e minis.

Agora em relação à prova, só tenho a dizer f%$#""#$ tanta areia !
O km inicial eu já sabia que era na praia, mas o que não sabia é que até aí ao km 10 os trilhos em corta-fogo a percorrer eram completamente arenosos...

Apesar de ser um trail curto, e com pouca altimetria (600m D+) foi um bom treino !


      


 




 

 





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Track :

domingo, 19 de maio de 2013

Ultra Trail da Geira Romana

A história começa em Caldelas, vila termal, onde ficamos a dormir na pensão "Corredoura".
Fomos muito bem recebidos pelo senhor Alexandre, que além dos disponibilizar uma bebida de oferta (bebida esta em que deixou a garrafa para refills) ainda abriu o pequeno-almoço no dia da prova às 5:30 para os atletas que ali pernoitavam.

Nem foi preciso despertador, o pessoal do quarto do lado era madrugador e ás 4:50 já estavam em preparativos para sair. Ainda fiquei um pouco mais na cama, pois já tinha deixado quase tudo preparado na noite anterior. Eram 5:35 estava no salão de pequeno almoço, onde já se encontravam outros atletas.

Enquanto tomávamos o pequeno-almoço dos campeões, pergunta a senhora da pensão :
Sra : De que se trata a vossa prova ? É alguma prova de ciclismo ?
Eu : É uma prova de corrida de montanha.
Sra : E em que consiste a prova ?
Eu : Bem, a ideia é irmos de autocarro até aos Baños em Lobios, e depois voltar a correr.
Sra : Ahhh, e ainda não uns quilometros, não ?
Eu : Sim... São cerca de 53...
Sra : Voltam até AQUI ?!?!??!

No seu ar ainda incrédulo, desejou-nos a todos uma boa prova.

Juntando-me ao grupo do pequeno-almoço, percorrermos os cerca de  400 metros até ao local da partida dos autocarros, onde já se encontravam bastantes atletas. Um autocarro grande acabava de sair, e fomos imediatamente encaminhados para uma carrinha de transporte escolar, daquelas com aí uns 12 lugares. Dentro da carrinha estava o Albino Daniel (Albinix) que é nada mais nada menos que o vencedor do Ultra-Trilhos do Paleozoico (empatado com o Carlos Sá), e mais recentemente vencedor dos 101 Peregrinos (Uma famosa prova de 101km em Espanha).
No autocarro trocavam-se histórias, e comecei a aperceber-me que todos lá (menos eu) já tinham participado em provas de 3 digitos... comecei-me a preocupar ligeiramente.

Chegados a Baños, estava um frio desgraçado, estando a concentração dos atleta ou junto à piscina termal ou no café em frente.



No café encontrei algum pessoal conhecido de vista, pessoal de Valongo, porto-runners, Leões do Veneza, o Luís Pires acabadinho de chegar dos 100km do Ultra-Trail de São Mamede do dia anterior... Em suma, comecei-me a preocupar mais ligeiramente e a pensar : vou ficar em último outra vez !
Não que tenha algum problema em ficar em último, assim como o primeiro, alguém tem de o ser, e estar na mesma prova que aqueles super-homens enchia-me de orgulho a cada segundo que passava.
Este tipo de provas é bastante duro por si só, do primeiro ao último há uma sensação de orgulho enorme, não há vergonha nem desculpas esfarrapadas ou auto-pena, há sim uma sensação enorme de satisfação pessoal.

No pequeno grupo em que fiquei à conversa tinha desde atletas de top 10, a últimos classificados (eu) e o facto de ser possível todos partilharem parvoíces e histórias de provas passadas é algo que me agrada muito neste tipo de provas.


Aproximava-se a hora da partida, checkpoint0 junto do exército romano.



Discurso de César, incluindo briefing sobre as marcações existentes na prova, e umas palavras da representante da Câmara Municipal de Lobios.

Seguem-se uns Avé César, e pomos pés ao caminho. Os primeiros quilómetros são bastante duros, em subida constante de 8km, feita completamente em trilho até à fronteira na Portela do Homem.

Em diversos pontos do trajecto surgia um legionário romano de armadura vestida a incentivar o pessoal.
Apesar deste incentivo sofri bastante nesta parte, fazia parte do meu plano fazer esta subida com muita calma e gestão de esforço, pois o caminho é longo. Mesmo a tentar gerir o esforço tive problemas musculares, não sei se do frio ou resquícios da gripe, sofri bastante das canelas que tardavam em aquecer, mas sempre confiante de que depois de o corpo aquecer a coisa iria ao sítio.


Chegado à fronteira, um abastecimento de líquidos, e regressar à Geira, entravamos agora em descida, e as canelas tinham o merecido descanso.
Comecei-me a sentir melhor, e nas zonas em que o trilho era mais limpo, ou onde apanhávamos o estradão até consegui fazer uns km's mais rápidos.
Apesar das ameaças de chuva, o tempo estava excelente, e as paisagens brutais, foi uma prova que começava agora a desfrutar ao máximo.
A prova estava muito bem organizada, apesar de me ter perdido numa parte em que atravessamos a estrada, estava bem sinalizada, bastantes abastecimentos e muitos socorristas percorriam os trilhos de BTT a acompanhar e ajudar os necessitados, quer por queda ou outro motivo.

Pelo caminho fui telefonando à MQT a indicar da localização e previsão de chegada, e até para informar que um dos abastecimentos, que ficava localizado num museu tinha CASA DE BANHO ! Algo que nunca tinha visto em prova.


A partir aí do quilómetros 40, comecei-me a sentir mais dorido, e comecei a caminhar nas subidas e a entrar em modo de sobrevivência. O tempo que estava a fazer era bom, e tinha margem mais do que suficiente para chegar dentro do tempo limite, portanto havia que gerir de maneira a evitar acidentes e chegar nas melhores condições possíveis, apesar do empeno.

Como não poderia deixar de ser numa organização "Confraria Trotamontes" nos últimos kms fomos brindados com uma parede, quase de alpinismo (ou assim parecia com os kms nas pernas) até ao cimo do monte (cimo mesmo, daqueles onde há antenas e coisas assim) para depois descer abruptamente por entre pedra solta e molhada até ao rio.
O ultimo km, esse sim, percorrido dentro de água, para iniciar a crioterapia.

Na parte final da prova começou a cair uma chuvada daquelas, mas como o final estava próximo já nada me iria desmotivar.
Chegado à parte do rio fui brindado com uma enorme surpresa, apesar da chuva, a MQT marcava presença na margem, faltavam poucos metros...







A chegada, abençoada com muita chuvinha, e mais um pouco de corrida conforme possível até à pensão para fugir ao frio.

Foi sem dúvida a prova onde mais me diverti e mais apreciei a corrida, paisagens brutais, boas sensações, perder-me, não cair, apesar de encontros breves com outros atletas, e com os socorristas em BTT, na grande maioria da prova andei sozinho, ainda assim foram 7h21m de enorme gozo e satisfação pessoal.

A organização foi impecável, e esta é sem dúvida uma prova que gostaria de repetir.

Em relação a equipamento e tralhas, tudo funcionou 5 estrelas.
O garmin apesar das ameaças de bateria fraca aguentou-se até ao fim.
As sapatilhas da INOV-8 agarram-se a tudo, às vezes até demais, pois perdi uma sapatilha num lamaçal e tive que ir descalço recuperá-la. Mesmo em pedra molhada agarram-se bem, o que me permitiu chegar ao fim com 0 quedas.
De resto, a mochila da Salomon continua impecável, e o equipamento de trail da Compressport aprova.
Luvas foi uma grande ideia ! Além de servirem para me aquecer no muito frio inicial, são boa ideia para proteger as mãos enquanto se afastam silvas e vegetações, ou enquanto usamos as mãos para ajudar a trepar por entre pedras e raízes.

Resta agradecer mais uma vez a companhia, apoio, incentivo, fotografias (e molha para as obter) da MQT, sem a qual nada disto teria o mesmo valor.

domingo, 5 de maio de 2013

Ultra Trail Geira Romana

Aproxima-se a passos largos !!!

A poucos dias da prova, já não me sai da cabeça o próximo desafio, o Ultra Trail da Geira Romana.


Em resumo, a prova consiste em ser largado de autocarro no inicio do Gerês, lado espanhol (Lóbios) e percorrer uma estrada romana (a "via nova") até Amares numa extensão de aproximadamente 33 milhas (os romanos não tinham grande precisão a medir milhas... o método de contar 1600 passos é no mínimo... falível e passível de se perder a conta a meio)


O percurso possui 52km e um desnível acumulado de cerca de 4500m, 2000 a subir e 2500 a descer.



Tempo limite 8 horas, parece-me que vai ser apertado... portanto, toca a dar corda às sapatilhas.

O planeamento do percurso cabe à Confraria Trotamontes (mesma da Serra da Freita) portanto não são esperadas facilidades no trilho, e há que estar sempre a contar com uma "surpresa" ou outra a nível de paredes, travessias de rios e/ou túneis.

Uma vez que a maioria da minha "preparação" para esta prova foi feita na piscina, na parte dos rios devo-me safar.
Quanto ao resto, é tentar aplicar ao máximo a experiência anterior, e não me esquecer de comer e beber com fartura, e gerir o ritmo desde o início tendo como base o tempo limite de modo a não "queimar" demasiado cedo.

Mais importante que saber isto, é lembrar-me disto durante a prova, pois já começa a ser normal eu planear uma estratégia de corrida, e no dia fazer o oposto... A ver se ponho lembretes a dizer "COME CAR#$%# !!! ", "BEBE CAR@"%& !!! ", "VAI DEVAGAR CAR@€£ !!!" no Garmin.

A partir daí.... tem tudo para ser épico :)



domingo, 28 de abril de 2013

GP União Nogueirense

Hoje foi dia de prova a comemorar o 80º aniversário do União Nogueirense F.C.
Corrida de inscrição barata, pertinho de casa, e com inscrição feita junto com o pessoal do ginásio (que até deu direito a dorsal com erro no nome ...)

Estava à espera de uma 10k, com percurso em 2 voltas, maioritariamente plana...
Afinal ainda tinha umas subidas consideráveis e bastante paralelo.

Apesar do paralelo gostei muito da prova, encontrei ainda bastante gente conhecida, consegui chegar a tempo de fazer um bom aquecimento e comecei forte (até forte demais, que ao km2 estava morto, e foram os restantes 8 a arrastar-me).
Já na ponta final, fui alcançado pelo pessoal do ginásio, e consegui apanhar um pouco da boleia e recuperar algum tempo para .... NOVO RECORDE PESSOAL, 46:36s !!!

Com os garmins surgiram algumas dúvidas sobre a distância ser MESMO 10.000 metros ou não, mas olhando para os primeiros, fizeram tempos muito parecidos a provas de 10k certinhos, e depois de dar um jeito no track do GPS (que cortou curvas a direito, e rotundas sempre em frente) fiquei com 9.9km e 100m de desnível. Além do mais, a prova tinha marcação de km, portanto vou acreditar nas tabuletas e festejar!



 Aquecimento.

 Dorsal 88 na passagem dos 5k.

Ai os paralelos ...






A chegada (finalmente)!

Em relação a classificações, cheguei em 76º.
O melhor resultado da equipa "Agraclube" foi o da Raquel Guimarães, que alcançou a vitória no seu escalão (Femininos F40). Os meus muito merecidos parabéns à Raquel !!!


domingo, 14 de abril de 2013

V GP das Águas de Gaia

Hoje foi dia do V GP das Águas de Gaia. E que dia ! Muito sol e calor depois de um inverno e inicio de Primavera bem chuvoso.


Prova organizada pelo Clube do Pessoal das Águas de Gaia.
Nota máxima para a organização, tudo a correr 5 estrelas, e um percurso de carrossel muito giro com 2 voltas em  "8" a fazer-nos passar muitas vezes perto da meta (com a MQT a fotografar), e nota positiva nos brindes !!

Alto patrocinio água del cano.
 
Agora sobre a prova ! Uma corrida que tem tudo para se tornar mais uma "clássica" dos 10k.
Este ano com o percurso revisto, e uma voltinha inicial para garantir precisamente os 10.000 metros !
Muito sobe e desce pelas ruas de Gaia, incluindo passagem na Avenida da República, e pela frente do Quartel da Serra do Pilar. Muitas curvas e voltas apertadas fizeram da primeira volta uma surpresa, sem saber o que espreitava a cada esquina, se uma subida, se descida !
Consegui começar com calma, e ir aquecendo no meio da confusão não me preocupando muito com a posição nos quilómetros iniciais, as subidas estavam-se a sentir fáceis e sem perder muito tempo, pelo que consegui fazer bom tempo (dentro do objectivo < 50 min).
A ultima subida ao km9 já custou mais, e perdi algum tempo, mas o forcing final permitiu-me recuperar e até melhorar o meu tempo de Avintes !


 A partida entre amigos !

Modo Stalker : ON :P



 Chegada já sabendo que era novo recorde pessoal :D

Uma maçã, uma toalha, e um tapa sol !! Brindes do melhor !!!


Agora os resultados, 10k em 48m06s, o que dá 203º do escalão, ou 563º da Geral !
O meio da tabela numa prova destas é algo que me deixa bastante feliz !

quinta-feira, 21 de março de 2013

Ultra-Trilhos do Paleozoico - Rescaldo

Demorei algum tempo até escrever a crónica sobre a prova, porque estava com sentimentos mistos sobre a participação, e foi melhor esperar até passar algum do empeno !

Conforme tinha anunciado, domingo passado realizou-se o 1º Ultra-Trilhos do Paleozoico, a prova era considerada pela ATRP como "Ultra-Trail, Muito Dificil".
 
Apesar da ameaça inicial de chuva, o tempo esteve excelente !!! E ainda bem, já vão perceber porquê.
 Tinha chovido bastante no dia anterior, o que deixou o trilho bem bem bem pesado.

O Ultra-trail é por contar com uma distância superior à da maratona (neste caso eram 43k), o "muito-dificil" tem a ver com a altimetria da prova (quantidade de subidas e descidas).

Já só por aqui, tem um aspecto algo assustador, mas não sei porquê, o facto da distância ser relativamente pequena para um "Ultra" pareceu-me um bom sítio para me aventurar, e servir de preparação para depois aumentar para o Ultra-Trail da Geira Romana, que anuncia 53 km !

Acontece que, não podia estar mais enganado, um Ultra é um Ultra, e a distância relativamente curta foi largamente compensada com o trilho altamente técnico, com uma fartazana de subidas e descidas de inclinação cabra do monte ( 40% !!!) com travessias de lama, alpinismo, troços de gatinhar, rastejar e descidas a ser necessário recorrer à tecnica dos 5 apoios !!

Para ajudar, quem classificou o percurso, "enganou-se" na altimetria, e poderia ser afinal considerado EXTREMO.

O percurso e dificuldade técnica foram brutais para mim, consegui cair umas 5 vezes, com algumas quedas mais aparatosas que outras.
Em certas subidas, deslocando-me a 0.5 km/h estava a suar, não em pingos, mas sim num fio contínuo a escorrer-me da cabeça.

Apesar de existirem postos de abastecimento a cada 10km, o tempo que levava a percorrer cada km era imenso, ou seja, a entrada de alimentos e líquidos não foi suficiente, e comecei a ficar ourado nalgumas subidas mais duras, tendo mesmo que me sentar a meio.

Por entre o trajecto, felizmente sempre na boa companhia de um companheiro de luta, fui observando desistências atrás de desistências, e a cada posto de abastecimento que alcançávamos, mais gente estava à espera de entrar para as carrinhas de apoio.

Apesar de o amortecimento, aderência, e tempo de secagem das sapatilhas serem excelentes (atravessamos vários rios, ora de água ora de lama), os meus piores receios sobre as sapatilhas ocorreram, os meus dedos estavam constantemente a bater na protecção de pedras, principalmente nas descidas, o que tornava cada passo doloroso apesar das tentativas de descer de lado, tentar encolher os dedos ... Isto resultou numa bela unha negra no fim do dia, tendo que recorrer a um dreno para não a perder.

Levávamos cerca de 30km percorridos em 6 horas de prova quando somos alcançados pelo "corredor vassoura" (um trailer experiente que faz parte da organização para garantir que não fica ninguém perdido em prova), isso quer dizer que houve desistências também atrás de nós, e éramos agora oficialmente últimos !
Teríamos que chegar ao ultimo abastecimento/checkpoint antes das 7h de prova, senão ficaríamos impedidos de continuar devido ao tempo limite, e ao facto de não termos luz frontal.

Na companhia e ajuda do "corredor vassoura", percorremos 5km, trocamos histórias, desabafos sobre a dureza da prova, e partilhei a minha frustracção sobre a dureza da prova, e que estaria a pensar abandonar a prova no checkpoint, pois tudo apontava que chegaríamos fora do tempo.

Partilhei também que estava a ponderar nem aparecer no trail do gerês, pois não estava a conseguir sequer superar este que era mais curto...

Acontece é que esta prova, considerada por quem já fez muitas e muitas provas nacionais, e não só, incluindo a inscrição para o CCC, é de uma dificuldade muito considerável, os "apenas" 43km enganam muito, pois o percurso não dá tréguas, não tem partes planas, e as inclinação são sempre extremas quer a subir quer a descer, e foi uma prova pensada para as "elites", que diga-se de passagem marcaram todas presença.

Na opinião do "vassoura", os 60km do UT Amigos da Montanha, fazem-se muito mais facilmente, e o UT da Geira é óptimo para introdução aos Ultras, até porque só tem uma subida...

Isto deixou-me com um misto de animado e oh raios, a ordem de participação nas provas devia ter sido a inversa.

Os km's foram passando, e chegamos ao checkpoint com 6h50 de prova, a 10 minutos do corte, a pergunta foi simples : Querem continuar, ou desistem e vão já para a partida ?

Na carrinha estavam já mais atletas desistentes, estando só à nossa espera para abandonar a serra.

Honestamente, tínhamos todos os motivos para desistir, e até já estava resignado que iria acontecer, pois acreditei mesmo que iamos chegar fora de tempo, mas aqueles 10 minutos ... e o meu companheiro de luta insistia em continuar !!
Todos os seus amigos lhe tinham dito que ele não seria capaz de concluir, o que é um grande factor de motivação...

Enchemos a barriga e ... CONTINUAMOS !!!

Esperava-nos a subida mais dura de todo a prova, um corta-fogo com 1,5km a 40% de inclinação em pedra solta, nem conseguia espetar os bastões que o simpático vassoura me havia emprestado...

Após isto,  mais uma parte técnica de desce e sobe pelo meio de uns calhaus em versão alpinismo, para ir dar ao mesmo sítio ... e depois a descida pela pista de down-hill.

O resto foi ÉPICO !! Outro corredor da organização fez o percurso inverso para nos procurar, e acompanhou-nos os km's finais tirando fotos, e encorajando. Tivemos que fazer um desvio, porque uma das pontes já tinha sido retirada, e os bombeiros ido embora, mas continuamos sempre !

A certa altura já haviam retirado as fitas que sinalizavam a prova, por isso fomos acompanhados por mais um elemento da organização para nos guiar pelo caminho :)


Quando nos estavamos a aproximar do final, a nossa chegada foi anunciada por telemóvel, para ter a postos o fotografo da prova, e os prémios de participação e receber fortes aplausos à entrada do pavilhão.

Chegamos ao final com umas brutais 9 horas e 24 minutos de prova, e um sorriso enorme !!!

Foi duro, mas consegui 2 objetivos, terminar a prova, e ser ultimo aplicando todos os meus esforços e mais alguns !

Apesar de ser o ultimo a terminar, não fiquei na ultima linha da tabela, terminei em 234 dos 320 atletas inscritos, com os quase 100 desistentes a terminar a lista.


Frase feita ou não, ultra é ultra, e o ultimo é quem passou mais tempo em prova, posso dizer com orgulho : EU SOU ULTRA-MARATONISTA !


Em relação ao equipamento, tenho a dizer que tudo funcionou bem, mesmo as sapatilhas, infelizmente não sendo muito adaptadas ao meu formato de pé mais largueirão.

Os óculos da Julbo são excelentes, escurecem bastante, e nas zonas mais escuras respondem rápido a clarear. A melhor análise que faço, é que não tive nenhuma das habituais dores de cabeça de estar horas ao sol, e não houve qualquer problema ou marca de os ter na cara.

A mochila da Salomon continua fantástica, e por vezes até me esquecia que a tinha posta.

O Garmin 610 ficou sem bateria às 7h30 de prova ... é anunciada uma autonomia de 8h, mas ele já não é novo, a bateria vai viciando ...
Mais tarde descobri que é possível usar uma bateria portátil (3,8€ ebay com carregador solar), e que o relógio carrega enquanto continua a registar o percurso, sendo possível usar em provas de duração interminável.

Agora a parte que interessa, aqui ficam algumas fotos, e o track reconstruido. !




Na companhia da elite mundial, Carlos Sá !



Eu e o Nuno Brás, o companheiro guerreiro, ainda nos km's iniciais, sem saber bem o que nos esperava !


 O bastão de caminhada improvisado, pois as subidas eram quase impossíveis sem apoio extra.



 Últimos metros !!! Com direito ao comentário : Se era para chegar com essa cara, vinhas mais cedo!


Chegamos !!! E um queijo !